
Pois é, o horário de verão íntimo de uma boa parte dos brasileiros não deixa de ser novidade quando mostra a cara por essa temporada.
Com ele reaparece a velha querela. Os que se deleitam com a mudança, afinal usufruem melhor o tempo, quer no trabalho, quer no retorno ansioso para casa, nas compras, no lazer e na curtição, principalmente se o dia é daqueles festejados pelo Sol, combinação perfeita. E aqueles do outro lado, o pessoal que não o aplaude, que dentro das suas convicções não vêem motivos para saudá-lo visto se sentirem lesados por um horário manipulador, que vira de ponta a cabeça o relógio biológico das pessoas, interferindo no sono, obrigando-as madrugarem mais cedo, no serviço, enfim, que altera significativamente a rotina de todos.
Sinceramente não sinto maior apreço pela mudança. Embaralha, sim, meus horários. Desregula, impõe adaptações, remexe o dia a dia com a sensação de horas curtas voando. Quando sinto que me acomodei aos mandos e desmandos do horário fictício o seu tempo de permanência corre por um fio, esgotando-se para satisfação dos descontentes e desprazer de outros tantos.
Toda uma revolução girando em torno de quatro meses!
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